Never Give Up

Hoje acordei num dia a apontar para o não. Uma dor de cabeça e de costas transformou-se numas horas a questionar o que é que ando a fazer da vida. 

Posso dizer que no aspecto familiar sou uma mulher feliz. Mas isso é uma parte de um todo. Há um outro lado que é necessário estar bem. 

Fisicamente, não estou no meu auge não. Não me sinto bem com o meu corpo, e isso é uma luta diária, seja quando me estou a vestir, a decidir o que comer, a ver roupa…. enfim. Outra história. 

Profissionalmente, estou estável. Encontrei work-life balance, que é importante com uma minorca em casa. Voltei ao trabalho em Fevereiro, muito de pé atrás porque não queria voltar a este trabalho. E apesar do sucesso que tenho porque demonstro resultados, não me sinto totalmente concretizada. Estive um ano parada, e quando recomecei a trabalhar disse ao meu chefe que não queria ser gerente de loja por muito mais tempo. Foi um risco. Ele é novo na empresa, começou quando eu saí para a minha licença de maternidade, por isso não me conhecia. Mas não. Foi tido em conta. E tudo o que tenho feito ate agora, é só valor acrescentado. Por isso achei que deveria então dar-me um ano para ver o que acontece. 

Nunca fui uma pessoa ambiciosa. Muito sonhadora, mas nada ambiciosa. Até vir para Londres. Deve-se tudo ao meu trajecto nestes últimos 4 anos. 

Um resumo muito rápido. 

Vim para Londres em Março de 2013 com o objectivo de ‘começar de novo’. Vim com uma entrevista marcada na Rituals, e ao fim de 15 dias estava a trabalhar. Tive muita sorte de trabalhar com as pessoas com quem trabalhei, porque acreditaram no meu potencial. Ao fim de 3/4 meses fui   promovida a subgerente, e outros 4 meses depois, tornei-me gerente de uma das melhores lojas do UK. Estava totalmente movida por um sentimento de adrenalina, um misto de excitamento e nervos. E teres o Country Manager, num final de ano, a dar-te um abraço gigante e a agradecer-te pelo teu trabalho e dedicação… Sentimento único. A partir daí, ligou-se em mim uma necessidade constante de continuar a crescer. Que, juntamente com a facilidade em aborrecer-me a fazer sempre a mesma coisa, resultou em puro desânimo e desmotivação, e impaciência. 2013/14 foram dois anos óptimos, e 2015 foi uma tortura. Início de 2016 saí para a minha licença de maternidade. Estamos em 2017 e cá estou eu outra vez, sempre com esse fantasma de me fartar do que estou a fazer, que pode aparecer a qualquer momento. 

Isto tudo para dizer que continuo a sentir a necessidade de me sentir realizada. De mudar. De fazer qualquer coisa minha. De ter sucesso e ser reconhecida. É o que me faz andar para a frente. 

Este blog é um começo. Todos os dias partilho um pouco sobre o que gosto, e para mim, saber que está a ser lido, visitado, já é um pequeno ‘achievement’. Tenho de me ir dizendo que as coisas vão acontecendo no seu tempo, para não dramatizar e achar que não vai resultar. Mas acho que é normal que toda a gente tenha essas inseguranças. O importante é manter a força e a motivação. 

To persevere (verb)

To persist in anything undertaken; maintain a purpose in spite of difficulty, obstacles or discouragement; continue steadfastly. 
Obrigada. 

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Today I woke up having a bad day. Headache and back pain turned into a few hours wondering what I’m doing in life.

I can say that family wise, I am a happy woman. But that’s one part of a whole. There are other parts which need to be well too.

Physically, I’m definitely not my best. I don’t feel comfortable with my body, and that’s a daily struggle, whether it’s when I’m getting dressed, or deciding what to eat, or choosing clothes… oh well. That’s another story.

Professionally, I am stable. I found work-life balance, which is very important when you a tiny one at home. I returned to work in February, not wanting to come back to doing this job. And although I have been successful, showing results, I’m not feeling fulfilled. I was a year off, and when I started working again, I told my manager that I didn’t want the same role for much longer. It was a risk. He was new to the company, started when I left for my maternity leave, so he didn’t know me. But he took it into consideration. And everything I have achieved this far is a plus. So I decided to give myself a year to see what happens.

I’ve never been an ambitious person. Always dreaming and wishing, but never ambitioning. Until I moved to London. It is all due to these past 4 years.

A quick recap…

I came to London in March 2013 for a fresh start. I came with a booked interview at Rituals, and 2 weeks after, I started working. I was very lucky, and grateful for the people I worked with, who believed in my potential. 3 or 4 moths later I was promoted to assistant manager, and 4 months later I became the manager of one of the top stores in the UK. I was completely moved by a feeling of adrenaline, a mix of excitement and nerves. And having your Country Manager hugging and thanking you for your hard work and dedication… priceless. Since then, something clicked. A constant need to develop and grow. Which, combined with an easiness to get bored of doing the same thing for too long, resulted in the demotivation and unhappiness. 2013/14 were two amazing years, 2015 was torture. Beginning of 2016 I left for my maternity leave. We’re in 2017 and here we are again, always with that fear of getting bored and fed up at any moment.

All this to say that I still feel the need to feel fulfilled. To change. To create something of my own. To be successful and be recognized for it. It’s what makes me go on.

This blog is a start. Everyday I share a bit of myself, and to know that it’s been viewed, read, that’s an achievement. I have to keep telling myself that it will take its time, and not think that it will not work. But I guess it’s normal to have some insecurities. The most important thing is to keep strong and motivated.

To persevere (verb)

To persist in anything undertaken; maintain a purpose in spite of difficulty, obstacles or discouragement; continue steadfastly. 

Thank you.

2 thoughts on “Never Give Up

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