Quando for grande quero ser…

Antes de mais, tenho umas perguntas para vos fazer.

  • quem se lembra de de dizer ‘Quando for grande quero ser…’? (Sim, sempre disse que o meu sonho era ir ao Brasil e ser arquitecta.)
  • quem é que sempre soube o que queria fazer? (Acho que sempre soube que queria fazer algo em Artes)
  • quem é que realmente seguiu aquilo que sempre sonhou? (Nem por isso.)

Então vou vos contar a minha busca (interminável)…

Fiz a minha escolaridade toda sempre com uma paixão enorme pelas aulas de artes – EVT, EV e ET (lembram-se?). Adorava e tinha jeito!

Cheguei ao 9º ano, e como muitos de nós, passei por 2/3 dias de testes psicotécnicos que vieram mostrar o óbvio, o meu caminho era Artes. A partir de aí, fiz o secundário nessa área, e amei. Mas, chegou a altura de fazer as candidaturas à universidade, e a necessidade de ter de decidir já o que vou fazer para o resto da vida, e é essa a pressão que se sente. Numa fase em que andamos com as hormonas aos saltos, a tua atenção não está necessariamente focada no importante. E isso refelcte-se nas tuas escolhas. Distracções, pouca informação, pouca escolha com saídas profissionais. Escolhem-se 3 ou 4 opções e é o que Deus quiser.

Eu não me lembro de me ter candidatado às universidades públicas ou privadas, mas inscrevi-me numa escolha de artes, no Arco, para tirar um curso de Pintura. Foi a minha escolha. Sempre adorei pintar e aqui ia aprender a desenvolver esta minha paixão, e estava no sítio certo. Mas na altura, andava “distraída” com outras coisas e a dar prioridade a tudo menos o curso. Comecei a baldar-me às aulas. A partir desta altura, nunca mais fiz nada em artes como escolha profissional, nem criei a oportunidade de fazê-lo.

Mas no ano passado, quando fui Mae, durante o ano de licenca de maternidade (no Reino Unido temos direito a um ano), o que ficou adormecido durante anos voltou a despertar – a necessidade de voltar às artes, de usar as mãos. Para já, ainda nao é possível fazê-lo como profissão, mas vou voltando aos poucos a criar as minhas artistices nos meus tempos livres.

O mais importante é nunca esquecermos e desistirmos das nossas paixões e dos nossos sonhos, porque o dia chegará em que eles se tornarão realidade.

Para acabar, deixo um link para um video que o meu Pai partilhou comigo e com os meus irmãos. É espetacular! Vai vos pôr a pensar. A mim pôs! Lembrem-se só que, estejam nos vossos vintes, trintas ou mesmo cinquentas, nunca pensem que é demasido tarde, porque acredito mesmo que temos todos tempo para descobrir o nosso ‘purpose‘ na vida, e lutar para que ele se realize, demore o que demorar.

(Cliquem na palavra ‘purpose‘ para verem o video)

 

When I grow up I want to be .

Let me ask you a few questions beforehand.

  • who remembers saying ‘When i grow up, I want to be …?’ (I do. I always said that my dream was to go to Brazil and become an architect.)
  • who always knew what they wanted to become? (I think I always knew I wanted to do something related to Arts.)
  • Who has actually pursued what they’ve always dreamt of? (Not really.)

So, I will tell you about my neverlasting search…

My years at school were always acompanied with great passion for art classes. I loved it and I was good at it.

When I got to the 9th grade, I went through 2/3 days of psychotechnical tests, which came to show the obvious, my path to pursue was Arts. From that moment, I continued my years in school focusing in that field, and I loved it. But the time came to aply for University, and with it came the pressure and the urgency to decide what I will do for the rest of my life. It’s a phase where a lot is going on, so your focus is not exactly where it’s supposed to be. And your choices are affected by it. Distractions, lack of information, low number of courses with career prospects. You end up chosing 3 or 4 options and you are left in God’s hands.

I can’t remember aplying to universities, but I aplied for a painting course in an Arts School called Arco. That was my choice. I always loved painting, and this course would help me develop one of my passions, and I knew I was in the right place. At that time, I got distracted with other things, and gave more importance to everything but the course. I started missing classes. And from that moment, I never did anything art related as a professional choice, nor I created opportunities to do so.

Last year I became a mother, and during my maternity leave, the need to return to the Arts, the need to use my hands, came bubbling up. For now, I can’t pursue it as a career, but I am slowly making the most of my free time to focus on my creations.

The most important thing is to never forget and never give up your passions and your dreams, because the day will come when they will become reality.

As I finish, I leave a link of a video my Dad shared, with me and my brother and sisters. It’s amazing! It will make you think. It made me! Just remember that, wether you are in your 20’s, 30’s or 50’s, it is never too late. I really believe that we all have the time to discover our purpose in life, and we should fight to make something of it, regardless of the time it takes.

(Click on the word purpose to watch the video)

 

 

 

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